Lenda do Acervo
Tiao Carreiro e Paraiso
A História
Quando a gente junta dois gigantes da nossa música sertaneja em uma só parceria, o resultado não pode ser nada menos do que histórico. Foi exatamente isso que aconteceu em 1978, quando o lendário violeiro, cantor e compositor Tião Carreiro — após uma temporada de separação da sua clássica parceria com o Pardinho — uniu forças com o talentoso cantor e compositor Paraíso. Essa união nasceu com a benção da tradição e a responsabilidade de quem carregava a alma do campo na ponta dos dedos e na potência da voz, estreando com o pé direito no LP "Tá do jeito que eu queria".
Esse primeiro trabalho já chegou mostrando a que veio, reunindo um verdadeiro time de ouro de compositores que moldaram o nosso cancioneiro. Faixas como "Canário malandrinho", "Cerne de aroeira", "Muito obrigado meu Deus" e a faixa-título "Tá do jeito que eu queria" trouxeram aquela sonoridade autêntica que conquistou o Brasil de ponta a ponta. Era o sertanejo de raiz sendo feito com respeito, capricho e uma seleção de letras que contavam as dores, as alegrias e o cotidiano do nosso povo caipira, ganhando espaço inclusive em coletâneas consagradas da época.
O ritmo não parou, e em 1980 a dupla deu mais um passo importante ao transferir seu talento para a gravadora Chantecler, lançando dois LPs marcantes em um único ano. O primeiro deles, "Homem até debaixo dágua", trouxe verdadeiros hinos para as rádios e rodas de viola, com destaque especial para a toada "Berrante de ouro", além de pagodes e cururus inesquecíveis como "Mineirinho de fibra". Logo em seguida, veio o álbum "Prato do dia", que manteve o nível lá no topo com faixas como "Boiadeiro é boi também" e o animado "Pagode do pai Tomé". Era um repertório rico, amparado por mentes brilhantes como Lourival dos Santos, Jesus Belmiro, Arlindo Rosa e José Fortuna.
Toda essa energia, entretanto, acabou rendendo três LPs antes que os caminhos dos dois tomassem novos rumos. A separação veio após uma trajetória intensa de shows, programas de rádio e televisão que marcaram época. Depois disso, o destino colocou cada um de volta em suas estradas clássicas: Tião Carreiro retornou à inesquecível parceria com o Pardinho, enquanto o Paraíso seguiu escrevendo sua linda história ao lado de Mococa, que também se tornou uma grande referência no gênero.
Mesmo com o fim da dupla, o legado deixado por Tião Carreiro e Paraíso permanece eterno e reverenciado até hoje. Discos como "Homem até debaixo dágua" — que ganhou relançamento em CD no ano 2000 — continuam sendo material de estudo e deleite para quem ama a verdadeira música sertaneja. Eles provaram que, quando grandes talentos se encontram, o tempo não apaga o brilho da obra; pelo contrário, transforma cada acorde em um patrimônio inestimável da nossa cultura popular.
Esse primeiro trabalho já chegou mostrando a que veio, reunindo um verdadeiro time de ouro de compositores que moldaram o nosso cancioneiro. Faixas como "Canário malandrinho", "Cerne de aroeira", "Muito obrigado meu Deus" e a faixa-título "Tá do jeito que eu queria" trouxeram aquela sonoridade autêntica que conquistou o Brasil de ponta a ponta. Era o sertanejo de raiz sendo feito com respeito, capricho e uma seleção de letras que contavam as dores, as alegrias e o cotidiano do nosso povo caipira, ganhando espaço inclusive em coletâneas consagradas da época.
O ritmo não parou, e em 1980 a dupla deu mais um passo importante ao transferir seu talento para a gravadora Chantecler, lançando dois LPs marcantes em um único ano. O primeiro deles, "Homem até debaixo dágua", trouxe verdadeiros hinos para as rádios e rodas de viola, com destaque especial para a toada "Berrante de ouro", além de pagodes e cururus inesquecíveis como "Mineirinho de fibra". Logo em seguida, veio o álbum "Prato do dia", que manteve o nível lá no topo com faixas como "Boiadeiro é boi também" e o animado "Pagode do pai Tomé". Era um repertório rico, amparado por mentes brilhantes como Lourival dos Santos, Jesus Belmiro, Arlindo Rosa e José Fortuna.
Toda essa energia, entretanto, acabou rendendo três LPs antes que os caminhos dos dois tomassem novos rumos. A separação veio após uma trajetória intensa de shows, programas de rádio e televisão que marcaram época. Depois disso, o destino colocou cada um de volta em suas estradas clássicas: Tião Carreiro retornou à inesquecível parceria com o Pardinho, enquanto o Paraíso seguiu escrevendo sua linda história ao lado de Mococa, que também se tornou uma grande referência no gênero.
Mesmo com o fim da dupla, o legado deixado por Tião Carreiro e Paraíso permanece eterno e reverenciado até hoje. Discos como "Homem até debaixo dágua" — que ganhou relançamento em CD no ano 2000 — continuam sendo material de estudo e deleite para quem ama a verdadeira música sertaneja. Eles provaram que, quando grandes talentos se encontram, o tempo não apaga o brilho da obra; pelo contrário, transforma cada acorde em um patrimônio inestimável da nossa cultura popular.