Lenda do Acervo
Charanga e Chara
A História
Sabe, quando a gente pensa em música sertaneja raiz, logo vem à cabeça aquelas modas sofridas, de cortar o coração, né? Mas a nossa cultura caipira também tem um lado cheio de alegria e muita risada. E é impossível falar dessa face bem-humorada sem lembrar, com um sorriso largo no rosto, da inesquecível dupla Charanga e Chará.
Esses dois caboclos encontraram um jeito muito particular de fazer arte. Eles não queriam só emocionar; queriam ver o povo gargalhar. Com um estilo totalmente irreverente, Charanga e Chará apostaram alto no ritmo contagiante do pagode de viola. E, claro, temperavam tudo isso com aquelas modas de duplo sentido que deixavam a turma toda com a pulga atrás da orelha e o salão em festa.
Se a gente for revirar o baú de sucessos dessa parceria, tem uma música que pula logo na frente: o grande clássico "Sai Cachorro". Gravada originalmente lá na década de 1960, essa moda virou uma verdadeira febre no interior. A culpa? Daquela expressão divertidíssima que eles repetiam no meio da cantoria, naquele tom de susto: "sai cachorro, espírito da Gerarda!". Aquilo grudava na cabeça que era uma beleza.
Mas o talento deles ia muito além da brincadeira. Quem presta atenção na faixa "Comparação", outro baita destaque do repertório, logo percebe a agilidade dos dois. É um desfile de rimas rápidas, daquelas de tirar o fôlego, embaladas no mais puro calango e naquele pagode caipira tradicional que não deixa ninguém ficar parado.
No embalo daquela prosa boa, eles também lançaram "Na Dança da Macumba". Essa faixa fez tanto burburinho que acabou dando nome a um dos álbuns mais marcantes e conhecidos da dupla, que chegou às prateleiras no ano de 1971. Era o tipo de disco que não podia faltar nas vitrolas de quem gostava de uma boa roda de viola animada aos finais de semana.
Falando em discos, a discografia de Charanga e Chará é um verdadeiro tesouro em formato de vinil. A gente lembra com carinho daqueles LPs clássicos que marcaram época. Tem o próprio Sai Cachorro, com aquelas edições históricas ali por 1961 e 1968, o já citado Na Dança da Macumba (1971) e o nostálgico Viola Chorosa, lançado um tempinho depois, em 1976.
Hoje em dia, a boa notícia é que essa obra inteira não se perdeu no tempo. Os velhos discos de vinil ganharam vida nova e estão disponíveis em coletâneas digitais de música caipira tradicional. É uma forma bonita de garantir que a irreverência e a alegria autêntica de Charanga e Chará continuem alegrando as novas gerações e enriquecendo, para sempre, o nosso acervo caipira.
Esses dois caboclos encontraram um jeito muito particular de fazer arte. Eles não queriam só emocionar; queriam ver o povo gargalhar. Com um estilo totalmente irreverente, Charanga e Chará apostaram alto no ritmo contagiante do pagode de viola. E, claro, temperavam tudo isso com aquelas modas de duplo sentido que deixavam a turma toda com a pulga atrás da orelha e o salão em festa.
Se a gente for revirar o baú de sucessos dessa parceria, tem uma música que pula logo na frente: o grande clássico "Sai Cachorro". Gravada originalmente lá na década de 1960, essa moda virou uma verdadeira febre no interior. A culpa? Daquela expressão divertidíssima que eles repetiam no meio da cantoria, naquele tom de susto: "sai cachorro, espírito da Gerarda!". Aquilo grudava na cabeça que era uma beleza.
Mas o talento deles ia muito além da brincadeira. Quem presta atenção na faixa "Comparação", outro baita destaque do repertório, logo percebe a agilidade dos dois. É um desfile de rimas rápidas, daquelas de tirar o fôlego, embaladas no mais puro calango e naquele pagode caipira tradicional que não deixa ninguém ficar parado.
No embalo daquela prosa boa, eles também lançaram "Na Dança da Macumba". Essa faixa fez tanto burburinho que acabou dando nome a um dos álbuns mais marcantes e conhecidos da dupla, que chegou às prateleiras no ano de 1971. Era o tipo de disco que não podia faltar nas vitrolas de quem gostava de uma boa roda de viola animada aos finais de semana.
Falando em discos, a discografia de Charanga e Chará é um verdadeiro tesouro em formato de vinil. A gente lembra com carinho daqueles LPs clássicos que marcaram época. Tem o próprio Sai Cachorro, com aquelas edições históricas ali por 1961 e 1968, o já citado Na Dança da Macumba (1971) e o nostálgico Viola Chorosa, lançado um tempinho depois, em 1976.
Hoje em dia, a boa notícia é que essa obra inteira não se perdeu no tempo. Os velhos discos de vinil ganharam vida nova e estão disponíveis em coletâneas digitais de música caipira tradicional. É uma forma bonita de garantir que a irreverência e a alegria autêntica de Charanga e Chará continuem alegrando as novas gerações e enriquecendo, para sempre, o nosso acervo caipira.