Lenda do Acervo
Carlito e Baduy
A História
Falar de música sertaneja de verdade e não se lembrar de Carlito e Baduy é quase um pecado para quem ama as nossas tradições. Conhecidos carinhosamente pelo povo como "Os Reis do Batidão", esses dois gigantes construíram uma estrada de mais de 40 anos de pura devoção à música raiz. Com um estilo único, eles marcaram época e fizeram muita gente poeirar o chão do salão com o ritmo dançante do pagode de viola e aquele batidão forte, que virou a marca registrada da dupla.
Por trás de toda essa energia, havia a história de duas pessoas simples, moldadas pela vida no campo. De um lado, tínhamos o Carlito, nome artístico de Mauril Leal de Paula. Nascido no dia 4 de novembro de 1948, lá em Frutal, no estado de Minas Gerais, ele começou a vida trabalhando duro na lavoura. Mais tarde, o destino e o amor pela música falaram mais alto, transformando o jovem trabalhador da roça em um grande cantor e compositor. Infelizmente, Carlito nos deixou recentemente, no dia 2 de setembro de 2024, aos 75 anos, vítima de uma pancreatite, deixando uma saudade imensa no peito de todos nós.
Do outro lado dessa parceria abençoada estava o Baduy, que na certidão de nascimento se chama Eurípedes Simões França. Nascido na cidade goiana de Itumbiara, em 23 de novembro de 1943, Baduy também traz no sangue a origem humilde e a ligação forte com a terra. Ainda na adolescência, ele começou a dedilhar as primeiras notas no violão, sem imaginar que aquele instrumento seria a chave para consolidar seu nome na história da nossa música caipira.
O encontro que mudaria a vida deles — e a nossa — aconteceu no ano de 1975, quando a dupla foi oficialmente formada. Desde o começo, eles entenderam que o segredo estava em unir a afinação das vozes com a força dos instrumentos. Para dar aquele tempero especial aos shows e discos, a dupla sempre fazia questão de se apresentar acompanhada por grandes sanfoneiros e acordeonistas, criando uma identidade sonora inconfundível que arrastava multidões por onde passavam.
Nessa caminhada na estrada da música, grandes mestres dividiram o palco com eles. É impossível falar de Carlito e Baduy sem lembrar de Voninho, o lendário sanfoneiro que botou o seu talento e gravou com eles em diversos álbuns da carreira. Outro nome que fez história ao lado deles foi Nhozinho, que os acompanhou em apresentações inesquecíveis nas décadas passadas, além de Taquinho, que somou sua arte para formar um trio de respeito junto com os dois companheiros.
Já nos últimos anos de estrada, quem esteve firme ao lado de Carlito e Baduy foi o talentoso Reninho. Considerado um dos maiores acordeonistas do nosso país, ele trouxe a força de sua sanfona para acompanhar a dupla em suas últimas jornadas e também em apresentações marcantes na televisão, como no tradicional programa Terra da Padroeira, ajudando a manter viva aquela chama que foi acesa lá atrás, na década de 1970.
Toda essa trajetória vitoriosa nos deixou de presente uma discografia maravilhosa, que hoje pode ser recordada por qualquer um de nós em plataformas de streaming como o Spotify e o Apple Music. Clássicos eternos como "Dama Preferida", "Mulher Sempre É Mulher", "Garça Branca", "Cachoeira de Lágrimas", "Primavera de Amor" e "Bandida" continuam tocando no rádio e emocionando quem valoriza o sertanejo de verdade, mostrando que a arte de Carlito e Baduy nunca vai morrer.
Por trás de toda essa energia, havia a história de duas pessoas simples, moldadas pela vida no campo. De um lado, tínhamos o Carlito, nome artístico de Mauril Leal de Paula. Nascido no dia 4 de novembro de 1948, lá em Frutal, no estado de Minas Gerais, ele começou a vida trabalhando duro na lavoura. Mais tarde, o destino e o amor pela música falaram mais alto, transformando o jovem trabalhador da roça em um grande cantor e compositor. Infelizmente, Carlito nos deixou recentemente, no dia 2 de setembro de 2024, aos 75 anos, vítima de uma pancreatite, deixando uma saudade imensa no peito de todos nós.
Do outro lado dessa parceria abençoada estava o Baduy, que na certidão de nascimento se chama Eurípedes Simões França. Nascido na cidade goiana de Itumbiara, em 23 de novembro de 1943, Baduy também traz no sangue a origem humilde e a ligação forte com a terra. Ainda na adolescência, ele começou a dedilhar as primeiras notas no violão, sem imaginar que aquele instrumento seria a chave para consolidar seu nome na história da nossa música caipira.
O encontro que mudaria a vida deles — e a nossa — aconteceu no ano de 1975, quando a dupla foi oficialmente formada. Desde o começo, eles entenderam que o segredo estava em unir a afinação das vozes com a força dos instrumentos. Para dar aquele tempero especial aos shows e discos, a dupla sempre fazia questão de se apresentar acompanhada por grandes sanfoneiros e acordeonistas, criando uma identidade sonora inconfundível que arrastava multidões por onde passavam.
Nessa caminhada na estrada da música, grandes mestres dividiram o palco com eles. É impossível falar de Carlito e Baduy sem lembrar de Voninho, o lendário sanfoneiro que botou o seu talento e gravou com eles em diversos álbuns da carreira. Outro nome que fez história ao lado deles foi Nhozinho, que os acompanhou em apresentações inesquecíveis nas décadas passadas, além de Taquinho, que somou sua arte para formar um trio de respeito junto com os dois companheiros.
Já nos últimos anos de estrada, quem esteve firme ao lado de Carlito e Baduy foi o talentoso Reninho. Considerado um dos maiores acordeonistas do nosso país, ele trouxe a força de sua sanfona para acompanhar a dupla em suas últimas jornadas e também em apresentações marcantes na televisão, como no tradicional programa Terra da Padroeira, ajudando a manter viva aquela chama que foi acesa lá atrás, na década de 1970.
Toda essa trajetória vitoriosa nos deixou de presente uma discografia maravilhosa, que hoje pode ser recordada por qualquer um de nós em plataformas de streaming como o Spotify e o Apple Music. Clássicos eternos como "Dama Preferida", "Mulher Sempre É Mulher", "Garça Branca", "Cachoeira de Lágrimas", "Primavera de Amor" e "Bandida" continuam tocando no rádio e emocionando quem valoriza o sertanejo de verdade, mostrando que a arte de Carlito e Baduy nunca vai morrer.